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A COMPANHEIRA

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A COMPANHEIRA IDEAL

(Geraldo Magela de Faria)

 

Setembro é um mês especial para mim. Dia 20 de setembro de 1971 tomei posse na agência do Banco do Brasil em Coromandel (MG), inaugurando uma nova fase em minha vida. Ali permaneci até 27 de setembro de 1982, quando fui promovido para outra agência.

E, em Coromandel, no dia 13 de setembro de 1975, me casei com a Sra. Wanda Lúcia Marçal, que acrescentou Faria ao nome e me vem suportando há 39 anos. E ainda com uma família que não me agregou, mas me acolheu como a um filho, um irmão, um tio, um sobrinho.

Certa vez alguém disse que a mulher ideal deve reunir quatro características: a amante, a dona de casa, a mãe e a companheira. E que essa última característica seria a mais importante. Concordo plenamente.

Ao longo do tempo, ao sabor dos anos, uma união passa por diversas fases. Crises, brigas, as pazes. O amor se recicla, se adapta, nasce e renasce, cai e se levanta, mas segue firme. Isso se houver respeito, cumplicidade, o que só é possível a um homem se ele tiver uma COMPANHEIRA de verdade. Desculpe-me, poetinha, mas há amor que é infinito, infinito mesmo, ou seja, “Que não é finito. Que não tem limites nem medida […] Sem fim, ETERNO” (…), definição copiada ipsis litteris do Aurélio Digital, inclusive o vocábulo em caixa-alta.

Eu não seria o que sou, não teria o que tenho, se não fosse essa companheira de verdade aí se incluindo a filha maravilhosa nascida de uma gravidez difícil, que tanto exigiu dela, mas que nos trouxe a maior alegria de nossas vidas.

Quando a conheci, senti que seria diferente. Amor à primeira vista, sem prazo para acabar. “Quando o amor disser vem comigo, vai sem medo de se arrepender”, disse o poeta Ronaldo Bastos em Lua de Prata. Deixei tantas musas incendiarem o meu coração, sem eu saber que uma fogueira branda, aconchegante e contínua seria o melhor. A paixão é explosiva, o amor é discreto: “Te amo calado como quem ouve uma sinfonia”, afirma Lulu Santos.

O amor se adapta como a água ao recipiente que a contém, se modifica conforme os valores da existência que se alteram ao longo dos anos. É um sentimento que tem de ser amalgamado sempre para atender ao que nos exige o senhor tempo. Não temos mais o carnaval de 1974, para mim, um dos momentos mais sublimes de nossa vida a dois.

Mas há de pairar sempre pelo ar a música-tema de nossas vidas, composta e cantada pelo síndico Tim Maia: “Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava”. E, lembrando Gonzaguinha, começaria tudo outra vez com a dama de lilás, cor que, em minha opinião, melhor combina com ela.

Obrigado, dona Wanda!

 

Luiz David

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