0

A ingenuidade na MPB nos anos 1930

FacebookTwitterGoogle+
Compartilhado do blog do Luis Nassif em 26 janeiro 2015 às 14:33

Ontem, ao assistir Dercy de Verdade, vi a famosíssima dupla Jararaca e Ratinho interpretando a toada nordestina CATIRINA, na Casa de Caboclo. Interessante é que a toada foi gravada somente por Jararaca em 1930, com arranjo de João Pernambuco. Ao procurar a letra, somente encontrei com Jackson do Pandeiro, porém muito diferente da Catirina original. Dei-me ao trabalho de transcrevê-la e a divido com todos. Espero que gostem!

CATIRINA CADÊ TEUS ANELÃO?

A estrada em que tu mora

Todo dia passo nela.

Somente para te ver

Sentadinha na Janela.

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x)

 

Sou soldado sentei praça

No batalhão do amor.

Inda não jurei bandeira,

Já me chamam desertor.

 

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x)

 

Juramento tinha feito

Não pretendo mais quebrar.

Enquanto Deus me der vida

Outra eu não hei de amar.

 

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x)

 

A mulher que quer negar,

Quer ofender o seu amor,

Ajunta dedo com dedo,

Jura por Nosso Senhor.

 

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x)

 

Se tu fosse um pé de pau,

Eu queria ser cipó.

Vivia sempre enroscado

No teu corpo e dava um nó.

 

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x)

 

Se os oio fosse alfinete,

Tu seria alfinetada.

Tu vivia furadinha,

Que nem renda na almofada.

 

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x)

 

Um laço de fita verde

Com três dedo de largura.

Nas ancas de uma mulata,

Mata qualquer criatura.

 

Catirina cadê teu anelão?

Alfinete de ouro, correntão… (2x

Luiz David

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *