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AH! A HUNGRIA…

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EU E A HUNGRIA
Por conta do futebol sempre fui um curioso/condescendente em relação à nação húngara. Os feitos da seleção “magiar” e do fabuloso time do Honved nos anos 1950 fascinaram a minha infância. Puskas e seus companheiros de Honved e da seleção povoaram a minha imaginação desde sempre. Só muito tempo depois, durante uma aula do inesquecível professor Hélio Bergo, é que tomei conhecimento de que a Hungria se aliara às forças do chamado “Eixo”, aos nazistas, enfim, durante a segunda guerra mundial. Fiquei meio que horrorizado, mas relevei em nome do futebol. E nesta aula encontrei também uma bela justificativa para a invasão da Hungria pelas forças comunistas do Pacto de Varsóvia, lideradas pela então poderosa URSS, em 1956, que a imprensa brasileira retratou como se a Hungria tivesse um passado imaculado, coisa que na verdade nunca teve.

Quando a extinta União Soviética invadiu a Hungria, o time do Honved estava em excursão pelo continente europeu. Era uma espécie de Real Madrid ou de Barcelona daqueles anos. Esquadrão praticamente imbatível, comandado dentro de campo por Puskas. Pois com a invasão, os jogadores se recusaram (a maioria) a voltar a Budapeste e estenderam por conta própria a excursão à América do Sul.No Brasil, onde o time chegou em 14 de janeiro de 1957, fizeram cinco jogos contra Flamengo e Botafogo. Como eu gostaria de visto esses jogos, meu Deus! Placares astronômicos, mesmo para a época, com três vitórias dos húngaros (4 X 2 no Botafogo; 6 X 4 e 3 a 2 no Flamengo. As derrotas húngaras foram de 6 X 4 para o Flamengo e 6 a 2 para o Combinado Fla/Bota. No dia 4 de fevereiro o esquadrão retornou à Europa, alguns jogadores retornaram à pátria, mas a maioria se dispersou. Puskas por exemplo foi para Madrid reforçar o já poderoso Real; enquanto Kzibor e Koksis outras estrelas, se dirigiram ao Barcelona.

Na segunda metade da década de 1960 a seleção húngara enfrentou o Atlético no Mineirão. O camisa 10. Albert, era apontado na época o melhor jogador da Europa. Eu fui ao jogo, mas a seleção da Hungria já não era a mesma de vinte anos antes, duas vezes campeã olímpica e vice-campeão mundial em 1954. Albert era apenas outro grande jogador. E só.

Agora, em pleno século 21, sofro nova decepção com a Hungria. Nunca pensei que aquele povo pudesse ser tão xenófobo. A maneira como o país está lidando com a situação dos refugiados sírios talvez justifique o fato passado de o país um dia ter se aliado a Adolf Hitler e seus nazistas.

Quando finalmente eu for à Europa, já risquei a Hungria do meu roteiro. Pelo passado sujo e pela atualidade imunda.

Puskas e e seus companheiros estão perdoados, afinal ninguém pode escolher onde se vai nascer.

“A HUNGRIA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (Fonte: GOOGLE)
A Hungria lutou ao lado das Forças do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial.[1] Desde a Grande Depressão, a Hungria aumentou suas relações comerciais com o Reino da Itália e Alemanha. Já no final da década de 1930, o Reino da Hungria experimentou uma guinada nacionalista e passou a se beneficiar de sua relação com o Eixo. Com ajuda da Alemanha, o país conseguiu negociar assentamentos em disputas territoriais com a Republica da Tchecoslováquia, República Eslovaca e Reino da Romênia. Em 1941, pressionada pela Alemanha, a Hungria se uniu oficialmente ao Eixo. Na guerra, a Hungria lutou ao lado dos nazistas na invasão da Iugoslávia e na Operação Barbarossa.

Miklós Horthy e Adolf Hitler em 1938.
Em plena batalha com os soviéticos, o governo húngaro começou a negociar um armistício com a Inglaterra para se resguardar em relação à derrota iminente. Hitler descobriu essa traição e em março de 1944 ordenou a ocupação do território húngaro. Quando as forças soviéticas começaram a ameaçar a Hungria, um armistício entre os dois países foi assinado pelo regente Miklós Horthy. Imediatamente após isso o filho de Horthy foi sequestrado pelos alemães e o governante foi obrigado a desfazer o acordo. O regente foi posteriormente deposto e em seu lugar foi colocado o líder fascista Ferenc Szálasi, amigável aos interesses alemães. Em 1945, soviéticos e romenos invadiram completamente a Hungria e derrotaram os soldados alemães e húngaros que lá estavam. Após a rendição, as conquistas territoriais foram revogadas e o país voltou a ter suas fronteiras de acordo como eram em 1938.
Aproximamente 300 mil militares e 600 mil civis húngaros – dentre eles, 450 mil judeus[2] e 28 mil ciganos – morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Muitas cidades também foram severamente danificadas, com destaque para a destruição da capital Budapeste. Durante os anos iniciais da guerra a maioria dos judeus foram protegidos da deportação para campos de extermínio, no entanto foram sujeitos a uma série de leis antissemitas que impunham limites na participação na vida pública e na economia da Hungria.[3] A situação ficaria pior após a Operação Margarethe,[nota 1] pois com os nazistas no controle judeus e ciganos começaram a ser deportados para Auschwitz”.

(Fonte GOOGLE)

Luiz David

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