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Arruamento e Praças de Pará de Minas

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Arruamento e Praças de Pará de Minas

A cada dia me surpreendo com a confusão que se faz em Pará de Minas com a nomenclatura de suas vias públicas e com a numeração dos imóveis. Foi preciso que eu viesse morar no bairro São Francisco para descobrir que na Rua Frei Lourenço os imóveis são numerados inversamente aos das demais ruas do bairro. Apenas a rua Frei Lourenço tem a numeração a partir da avenida Ronaldo de Castro Alves. Ou seja, a Rua Frei Lourenço começa onde terminam todas as outras ruas do bairro, e as pessoas perdidas algumas vezes até desistem de procurar o número que procuram. A Frei Lourenço não é uma rua qualquer, é bem longa até e uma das movimentadas do bairro, por ser a primeira via acima da avenida Presidente Vargas e por isto está se tornando uma rua comercial e conta com muitas empresas instaladas nela.

Outro dia vi na televisão local -TVI, um comercial de grande agência de carros semi-novos que se instalou naquele bonito prédio de apartamentos e lojas localizado bem em frente á Câmara Municipal, na avenida Presidente Vargas. A revenda ocupa uma enorme loja no referido prédio, mas fica voltada para a avenida Ronaldo de Castro Alves e para a rotatória que interliga as duas avenidas. Chamou-me a atenção no comercial o endereço da loja de automóveis: Rua Aguapeí. Esta rua até simpática e tranquila, começa na avenida Ronaldo de Castro Alves, lado da pista  rumo  cidade e menos de duzentos metros á frente termina na avenida presidente Vargas. É uma ruazinha. Não consegui entender a razão de a loja da mencionada loja ter como endereço a Rua Aguapeí. De onde a loja está até a rua onde ela não está instalada é preciso caminhar um pedaço e atravessas as duas pistas da Ronaldo de Castro Alves. Tem de haver uma explicação para essa provável confusão.

O que fazem com a nomenclatura de ruas na cidade é uma coisa absurda que não está em nenhum gibi. A começar pelo bairro João Paulo II cujas ruas quando do lançamento do bairro receberam nomes de poetas e escritores brasileiros e assim permaneceu por muitos e muitos anos. Até que um dia um vereador que eu acredito jamais tenha lido um livro na vida,  descobriu que Monteiro Lobato, Olavo Bilac, Machado de Assis, Cecília Meireles e outros estavam ocupando  lugar que podia ser de cidadãos patafufenses e então o nobre edil cuidou de trocar os nomes através de projeto de lei obviamente. Apenas uma ruazinha no final do bairro conservou seu nome: a Manoel Bandeira que quase nem aparece na planta cadastral. Menotti Del Pichia foi outro escritor “desomenageado”      na mesma época. Já o bairro ‘Cores de Minas’  que mudou entre nós o conceito de bairros residenciais mistos tem ruas largas, asfaltadas e iluminadas, o lugar é muito lindo. E suas vias receberam nomes de artistas plásticos renomados internacionalmente: Portinari, Guinard, Anita Malfattti, Tarsila do Amaral, Pedro Américo, Victor Meireles…Circular pelo Cores de Minas é como dar um rolê pelas galerias do MASP.  No entanto é preciso estar sempre alerta, pois ninguém está a salvo da sanha de um edil menos letrado, disposto a trocar tão ilustres nomes pelos: sô Zé carreteiro, dona Tonha parteira, Pedrinho bicheiro, Tõe do bar, Zé das couves e / ou outros tão ilustres quanto. Claro que esses nomes são ficticios e caso eu tenha citado alguém que de fato exista, peço desculpas, pois é mera coincidência. Minha intenção não é ofender ninguém. Beleza?

 

 

 

 

Luiz David

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