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CHORORÔ DE FLAMENGUISTA

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  1. CHORORÔ DE FLAMENGUISTA
    Geraldo Magela Faria

    Arizinho, me empresta o terço! Dragão, me empresta São Jorge!

    Já falei no blogue sobre o terço do Arizinho, filho do Ary Coutinho. Lembro-me que era de cor branca e ele o usava nos jogos do Botafogo. E o nome dele me faz lembrar a esquina mais charmosa da rua Direita dos anos 1960 – com rua Antônio Novato – onde o footing se iniciava e o futebol era o tema dominante nas noites de sábado e domingo.

    A mãe dele, que constituía o trio de Lourdes dessa equina – Lourdes do Roque, Lourdes do Ivon, do Banco do Brasil, e ela, Lourdes do Ary Coutinho – talvez tenha guardado o terço em algum lugar e ele me possa ser emprestado.

    E, parafraseando Djavan: Dragão, me empresta São Jorge! São Judas Tadeu é nosso santo protetor, mas este ano toda ajuda será bem-vinda. Porque a coisa anda feia.

    O Flamengo, juntamente com o Cruzeiro, é time “de ponta”. Um na ponta de cima e outro na ponta de baixo. A diferença é, que se o Marcelo Oliveira logicamente escalar o Fábio e, de costas, jogar dez camisas para o elenco reunido, como buquês, quem pegar entra em campo e um time forte está formado. Já com o Luxemburgo é o contrário: quem pegar entra em campo e maltrata este pobre coração rubro-negro.

    Chico Buarque disse, no romance Benjamin sobre uma personagem: “Ela é uma mulher por quem qualquer homem gostaria de padecer”. Padecer por um time também é bom. Mas padecer como já o fizemos tantas vezes, como atualmente padece o atleticano. Porque o Galo ganha e, assim, valoriza a conquista. Já o Flamengo…

    E, por falar no Atlético, na 35ª rodada do returno, a três do final do campeonato, enfrentaremos o nosso grande rival no Horto. Nada de rima! Se puder escolher, que sucumbamos antes, porque nem é bom imaginar o quanto vão comemorar se, justamente nesse jogo, o Mengão for rebaixado… Saudades do Wright.

    De qualquer forma não se pode perder o bom humor até porque zoar outros torcedores é comigo mesmo. Então, é esperar surgir uma luz no fim do túnel. Outra, evidentemente, que não a reluzente lanterna que ora carregamos como pesado fardo…

Luiz David

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