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MORRE HERMELINO, UM ARTISTA DA BOLA

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MORRE UM CRAQUE

Faleceu ontem e será sepultado às dezessete horas de hoje Hermelino Evangelista Teixeira. Tinha sessenta anos de idade.
Hermelino era natural da cidade de Itinga, no vale do Rio Doce. Na segunda metade da década de 1960 mudou-se com a família para Pará de Minas. Sua habilidade nos campinhos de peladas, onde já exibia um futebol de alto nível, despertou a atenção dos clubes amadores da cidade. Chegou a atuar no Paraense, no Paraminense, no São Francisco e no Palmeiras, do bairro Providencia. Em 1972, quando o engenheiro diretor do D.E.R. em Pará de Minas, Lisandro Pimentel Marinho, começou a formar aquele extraordinário time do Rodoviário, um dos primeiros craques convidados foi Hermelino. Para segurar os jogadores na equipe, dr. Lisandro providenciava para que todos se tornassem funcionários da autarquia, e assim Hermelino foi servidor do DER pelos trinta anos seguintes, até aposentar-se. Fazia misérias com a perna esquerda, foi sem dúvida um dos melhores pontas esquerdas do nosso futebol. Versátil e dono de grande visão de jogo, muitas vezes era escalado pelo técnico como meia-armador. Chegou a fazer testes no Cruzeiro e no Atlético, levado por amigos. Mas era outra época, atletas profissionais não ganhavam a fortuna que recebem nos dias atuais e Hermelino nunca quis trocar a segurança do emprego público pelas incertezas do mundo da bola.
Grande figura humana, Hermelino fazia o tipo de pessoa que cativava pela simplicidade e espírito solidário.
Um artista da bola que se vai. Digno representante dos tempos áureos do futebol amador de Pará de Minas.
Meus pêsames à esposa e filhos.
Que descanse em paz.
(LUIZ VIANA DAVID) Para segurar os jogadores na equipe, dr. Lisandro providenciava para que todos se tornassem funcionários da autarquia, e assim Hermelino foi servidor do DER pelos trinta anos seguintes, até aposentar-se. Fazia misérias com a perna esquerda, foi sem dúvida um dos melhores pontas esquerdas do nosso futebol. Versátil e dono de grande visão de jogo, muitas vezes era escalado pelo técnico como meia-armador. Chegou a fazer testes no Cruzeiro e no Atlético, levado por amigos. Mas era outra época, atletas profissionais não ganhavam a fortuna que recebem nos dias atuais e Hermelino nunca quis trocar a segurança do emprego público pelas incertezas do mundo da bola.
Grande figura humana, Hermelino fazia o tipo de pessoa que cativava pela simplicidade e espírito solidário.
Um artista da bola que se vai. Digno representante dos tempos áureos do futebol amador de Pará de Minas.
Meus pêsames à esposa e filhos.
Que descanse em paz.
(LUIZ VIANA DAVID)

Luiz David

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